04-06-2012 15:14

reunião/debate | para a qual se convidam todas as pessoas cuja actividade esteja ligada às áreas da cultura, da arte, da educação e da ciência

7 de Junho de 2012 | 21h

c.e.m. – centro em movimento (Rua dos Fanqueiros, n.º 150 – 1.º, Lisboa –  http://www.c-e-m.org/?page_id=64 )

Entrada livre.

 

Um dos traços mais marcantes da actual crise é a crescente precarização do trabalho. Se é certo que a precariedade tem vindo a tornar-se paradigma das relações laborais de uma forma geral, há um conjunto, variado e difuso, de actividades e profissões em que é possível descortinar uma especificidade comum na forma como essas relações se estruturam. Produtores culturais e artistas, estudantes de pós-graduação e bolseiros de investigação científica, trabalhadores dos media e jornalistas, designers e arquitectos, professores e auxiliares de educação, vêem-se confrontados com um contexto em que a ciência, a educação, a cultura, os media são apresentados pelo discurso politico e económico dominante como áreas supérfluas relativamente ao que se considera prioritário num cenário de crise. Esta situação ganha especial relevância na exacta medida em que surge como uma espécie de desenlace regressivo de vários anos de afirmação de fórmulas como a «paixão pela educação», do «progresso do sistema científico nacional», «da defesa da cultura», do «desenvolvimento da sociedade mediática» ou da «criatividade cultural das nossas cidades».

Tendo em conta a necessidade de promover um debate conjunto sobre o tema, a fim de participar na construção de uma linguagem sobre cultura, arte, educação e ciência e de criar laços de entendimento, de solidariedade e de eventual acção conjunta (reivindicativa, mas não só), que tenha em consideração não só o enquadramento mas também o teor de muitas destas actividades (cuja afinidade com uma política emancipatória pode e deve ser relacionada com os desafios que se nos apresentam), a Unipop propõe esta reunião/debate livre, aberta e sem agenda prévia, a não ser a que resulta da recusa em fazermos corpo com os seguintes três tópicos: 1) a clivagem geracional, segundo a qual existiria uma situação de privilégio geracional dos que teriam empregos não precários em detrimentos dos jovens precários; 2) o a clivagem das qualificações, segundo a qual os que serão mais qualificados deveriam ter mais direitos do que os menos qualificados; 3) e por fim uma clivagem de teor elitista, segundo a qual actividades de âmbito artístico ou científico seriam mais nobres do que outras actividades humanas. Esta reunião/debate surge na sequência de duas iniciativas semelhantes realizadas anteriormente, a 22 de Abril, no espaço «Seu Vicente», e a 13 de Maio, no âmbito da Primavera Global.

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